quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Adeus

Eu não quero mais isto.
Não quero andar mais neste vai e vem, nesta inconstante da vida, neste refúgio temporário... Eu realmente queria que tudo não tivesse passado de um grande pesadelo e que voltasse a viver em plena felicidade com alguns entraves pelo meio, mas sempre com algo de bom á mistura.
O amor é o sentimento mais absurdo que podemos ter: tanto nos leva a loucura de prazer como de repente nos deixa sem ar, sem vontade de viver.
Não sei como é que ainda há amor em mim, nem sei como ainda consigo expressar o que vai aqui dentro. Sinto-me tão vazia da alma e de sentimentos como se me tivessem deixado no meio do oceano a naufragar apenas num barco sem remos que apenas é levado pelo oscilar da água.
Não consigo ponderar certas decisões porque são demasiado inconstantes para terem significado, e também não vou tentar massacrar-me mais com este tipo de situações, porque a gota de água caíu hoje sobre a minha cabeça e foi demasiado fria para eu ter paciência para continuar nesta luta contra o teu ego.
Lutei por uma coisa que tu só querias dia sim dia não, enquanto eu te desejava nem que fosse por um minuto. Sonhei em ter-te para mim e ver-te semana sim semana não.
Mas o orgulho é tamanho que nem dignidade existe para acarretar com certas consequências nem assumir certas culpas.
Prometo que vou guardar tudo numa caixa e enterrá-la bem fundo no meu coração, mas quando eu digo isto é para preparar um adeus, por agora.
Estou demasiado cansada para tentar concertar o que tu achas que nunca vai ter arranjo.

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